O ser humano é formado a partir da união de uma célula reprodutora da mãe (óvulo) e uma do pai (espermatozóide), formando uma célula inicial que se irá dividir no processo de gestação. Cada célula é composta por 46 cromossomas, dois a dois, formando 23 pares. O trissómico não tem 46 cromossomas mas 47.
Assim, Síndrome de Down ou Trissomia 21 é um distúrbio genético que consiste na alteração de um cromossoma. Essa alteração significa que existe um aumento para 3 (trissomia) em vez de 2 cromossomas, ou seja, as crianças portadoras desta síndrome apresentam um cromossoma a mais no par 21 (3 cromossomas 21).
Portadores de Síndrome de Down apresentam algumas dificuldades cognitivas, desenvolvimento físico e aparência facial. Estas pessoas tão especiais apresentam muitas vezes atrasos na fala, problemas na visão e audição. A gravidade e mesmo a existência destas patologias dependem de indivíduo para indivíduo e do apoio que lhes é dado. Podem também sofrer de defeitos cardíacos congénitos, doença do refluxo gastroesofágico, otites frequentes, apnéia do sono obstrutiva e disfunções da glândula tiróide.
Características Físicas
Síndrome de Down ou Trissomia 21 é, na maioria das situações, reconhecida logo ao nascer:
· A criança geralmente apresenta a cara redonda com um perfil achatado e o pescoço pequeno;
· Abertura das palpebras inclinada com a parte externa mais elevadas;
· Hipotonia;
· Olhos em "bico" como "chineses" e "japoneses";
· Língua de fora;
· Prega única na palma da mão;
· Os braços e as pernas são muitas vezes pequenos em relação ao corpo;
· Os dedos dos pés são igualmente pequenos, com um espaço mais acentuado entre o primeiro e o segundo dedo.
Outros Problemas
· Infecções superiores do tracto respiratório;
· Ouvidos (otites serosas);
· Olhos (miopia, estrabisbo, nistagmo e cataratas);
· Tonus muscular e hérnias;
· Obstipação;
· Pele (pele seca e gretada);
· Problemas cardíacos.
Ao nível da educação de crianças com Síndrome de Down, apesar da complexidade pela necessidade de se introduzirem adaptações curriculares, não invalida que existam grandes possibilidades de evolução destas crianças pois, com o devido acompanhamento, podem tornar-se cidadãos onde consigam crescer e desenvolver as suas potencialidades.
A aprendizagem destas crianças deve começar desde o nascimento, continuar na infância e na adolescência, claro que com adaptações curriculares e metodologias de ensino diferenciadas. Deste modo, a educação destas crianças envolve os educadores, os pais, os profissionais de saúde e também a sociedade que devem trabalhar em conjunto para que estas crianças se possam tornar o mais autónomas possível.
Sites consultados:
https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Down
https://pt.shvoong.com/social-sciences/education/1820994-educa%C3%A7%C3%A3o-sindrome/
https://educacaodeinfancia.com/criancas-com-sindrome-de-down-no-jardim-de-infancia/
https://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/1802/
Sofia Andrade
In Jornal "A Noz"