Durante a infância a criança vive experiências que lhe dão prazer, alegria, satisfação e outras experiências que lhe provocam ansiedade, desilusão ou stress. Estas vivências despertam na criança sentimentos que a levam a sentir mais ou menos satisfeita consigo própria, mais ou menos forte perante as críticas ou próprios erros…
Quando este processo é positivo, a criança sente-se capaz de fazer frente ao mundo mas nem tudo depende da criança. Na relação com o ambiente a criança vai testando e conhecendo as suas forças e debilidades, assim como na relação com a família, professores, colegas… pois é desta forma que confirma a sua aceitação e valorização.
Nós, adultos, podemos actuar acertadamente se colocarmos as crianças em situações que estejam ao alcance das suas possibilidades. Desta forma, os obstáculos deixam de existir para serem assumidos como desafios. Este é o ponto em que a auto-estima percorre um caminho positivo.
No entanto, podemos actuar de forma negativa sem intenção. Assim, para evitar estragos é necessário conhecer as atitudes que levam a consequências não desejadas:
· Exigir em excesso leva a criança à insegurança e à falta de confiança em si mesma;
· Reprimir produz medo e retraimento, por isso aumenta o conflito;
· Superproteger cria dependência e incapacidade.
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Indicadores de baixa auto-estima
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Desânimo; |
Birras; |
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Pouca colaboração; |
Irritabilidade e impulsividade; |
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Sentimento de inferioridade e vergonha; |
Baixa valorização das suas habilidades, capacidades ou resultados; |
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Receio de se enganarem; |
Desejo de ser como os outros; |
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Asneiras ou mentiras; |
Culpar os outros; |
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Poucos amigos. |
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Sofia Andrade
In Jornal "A Noz"